No Brasil mais de 375.000 casos novos de câncer são diagnosticados todo ano, muitos em estágio avançado. Embora a grande maioria seja composta de casos “esporádicos” de câncer, estima-se que de 5% a 10% desses casos são conseqüência da presença de uma mutação herdada. Tais tumores freqüentemente atingem indivíduos mais jovens, nas décadas de vida produtiva.
 

Atuais programas para a detecção precoce de câncer de base populacional – principalmente câncer de mama e câncer do colo do útero – dependem do rastreamento de milhões de pessoas de risco “normal”.

 Simples questionários ou a coleta mais cuidadosa da historia familiar de câncer permite a identificação daqueles indivíduos – e por extensão, suas famílias – com risco de câncer aumentado.


A vigilância e rastreamento intensificado para essas pessoas de risco elevado oferecem a possibilidade da detecção precoce e intervenções como:

  • Extirpação cirúrgica de tumores em estágios iniciais com cura.
     
  • Cirurgias para redução de risco (e.g. tiroidectomia profilática, ooforectomia profilática, mastectomia profilática, colectomia profilática) que quase eliminam o risco do câncer hereditário.
     
  • Quimioprevenção (hormonioterapia)

 

Objetivos do Fórum

 

- Descrever o estado da genética clínica aplicada ao câncer hereditário no Brasil em hospitais universitários e alguns Centros de Alta Complexidade em Oncologia (CACONs).

- Descrever o trabalho da Rede Nacional de Câncer Familial (RNCF) e as informações, instrumentos, e recursos desenvolvidos pela rede: informações epidemiológicas, formulário informatizado para a construção de pedigree eletrônico, sub-rede de laboratórios especializados, sub-rede de biobancos de tumores hereditários, e sub-rede de aconselhamento genético.

- Entender como a infraestrutura existente – num contexto de pesquisa básica, clínica, e translacional e de capacitação de recursos humanos – está atendendo um número importante de famílias com síndromes de câncer hereditário, mas ainda inferior a demanda real.

- Conhecer como a Genética Clinica a serviço do controle de câncer evoluiu nos EUA e no Canadá nas últimas décadas e como redes regionais alavancam o conhecimento de um número pequeno de geneticistas.

- Conhecer os possíveis benefícios e economias para o Sistema Único de Saúde (SUS) tendo como detectar precocemente e prevenir câncer nas famílias portadoras de uma mutação deletéria.

- Discutir e debater como os sistemas de saúde público e suplementar – dentro do contexto das suas realidades orçamentárias – podem de forma organizada proporcionar aos cidadãos brasileiros maior acesso à genética clínica voltada para câncer hereditário em centros especializados.

 


 

21 e 22 de novembro de 2011

Hotel Novo Mundo

Praia do Flamengo, 20
Flamengo - Rio de Janeiro - Brasil